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Mais da metade da população do Brasil não investe em aposentadoria.


Mesmo com o aumento da expectativa de vida, os brasileiros, de forma geral, não se preparam como deveriam.

O Jornal Nacional vai apresentar, nesta semana, uma série de reportagens sobre o planejamento da aposentadoria. Mesmo com o aumento da expectativa de vida, os brasileiros, de forma geral, não se preparam como deveriam.

Planejar o futuro é musica para os ouvidos de Rafael Schreiber. Ele começou a pensar bem cedo na aposentadoria. E desde os 23 anos guarda parte do salário.

"Eu foquei em ter o mesmo padrão de vida quando me aposentar que eu tenho hoje com 31 anos. O resultado que tu vai colher lá na frente em virtude desse sacrifício vale a pena", disse Rafael Schreiber, procurador de Justiça.


Parece puro bom senso, mas boa parte dos brasileiros não está afinada com Rafael. Uma pesquisa feita em 15 países mostra que no Brasil mais de 60% das pessoas não fazem qualquer tipo de reserva para a aposentadoria.


"O brasileiro geralmente pensa muito pouco na aposentadoria. As pessoas não lembram que a gente ganhou 30 anos de expectativa de vida que é uma coisa fantástica, mas isso exige uma série de mudanças de comportamento e grande parte dos brasileiros não vem cuidando adequadamente do seu futuro", afirmou Jurandir Marcedo Sell, professor de finanças pessoais da UFSC.

O professor Jurandir percebe isso, na sala de aula, entre os jovens universitários. Ele sempre pergunta aos alunos que estão terminando a disciplina de finanças pessoais:

Quem estaria disposto a guardar 10% do que ganha pensando lá na aposentadoria?

Jurandir: só 10%, hein? E aí, quem vai nessa?


Mais de 90% dos alunos costumam responder que sim. Mas quantos, de fato, levam o plano em frente? Bem, o professor decidiu pesquisar.

"Cinco anos depois, só 4,8% dos alunos estão poupando o suficiente para aposentadoria. 53% estão poupando nada, zero. Eu costumo dizer que com10% poupado a partir dos 25 anos, é suficiente para você fazer um caminho tranquilo para sua aposentadoria ", destacou Jurandir Macedo Sell.


Veja o resultado para quem segue a regra: se você ganha R$ 4 mil por mês, deve poupar R$ 400. Com os juros, você terá acumulado, até os 65 anos - idade de se aposentar - cerca de R$ 760 mil. Com essa quantia, você poderia fazer saques mensais de R$ 2,5 mil pelo resto da vida.


E quanto mais tarde você começar a poupar, mais difícil é o caminho. Aos 35 já é preciso destinar 20% do salário. Depois dos 45 anos, a reserva sobe para 35% da renda mensal. E após os 50 anos, o sonho da aposentadoria compromete metade de tudo o que você ganha.

Além disso, os especialistas aconselham: não deixe de contribuir com a previdência social.

O valor médio das aposentadorias pode ser modesto, mas pinga na conta, sem atraso, todo mês. E lembre: o INSS tem benefícios que nenhum plano privado oferece.


"Eu comecei a trabalhar com carteira assinada com quatorze anos, então eu sempre contribui, pra minha aposentadoria", disse Karyna Pereira, jornalista.


Para Karyna, o sinal de alerta veio de casa. O pai, empresário, nunca pagou INSS ou guardou dinheiro para a aposentadoria. Aos 70 anos, continua trabalhando.


“A minha ficha caiu quando eu já tava com 33 anos, grávida do primeiro filho, e que eu avaliei meu pai nunca tinha se planejado pra aposentadoria, daí eu pensei: ‘eu não quero isso pra mim e nem pro meu filho’. Então, foi quando eu comecei a planejar a aposentadoria minha e das crianças. O dinheiro da aposentadoria é sagrado porque lá na frente a gente vai precisar dele”, afirmou Karyna Pereira.


Lembra do conselho do professor Jurandir aos alunos? Thiago o seguiu ao pé da letra. Paga o INSS e também investe em ações e em títulos públicos.


Jornal Nacional: Thiago, quanto da tua renda você reserva em nome da aposentadoria?

Thiago Puluceno, analista de sistemas: no mínimo, 10%. Mês que eu tenho uma folga, que eu posso, eu procuro reservar um pouco mais - em torno de 20%, chegando até 30%, em alguns casos.

Consegue isso, controlando os gastos e evitando desperdícios, como aprendeu na sala de aula.


"A gente não tem esse tipo de educação financeira no colégio, nem em casa e eu acho que, quem sabe se isso fosse incorporado ao plano de ensino das escolas, isso ajudaria muito a população brasileira de uma maneira geral a médio e longo prazo", completou Thiago Puluceno.

Fonte Globo.com/jornalnacional

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