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Acordo com México vai preservar postos de trabalho na indústria automobilística

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Sem acordo, México dominaria mercado no Brasil
Sem acordo, México dominaria mercado no Brasil
O novo acordo comercial automotivo assinado entre os governos do Brasil e do México no início da semana é a esperança de manter empregos em meio aos cortes nos postos de trabalho e a sinalização de mais demissões nas montadoras por conta da crise enfrentada pelo setor.
Se a renovação no acordo de cotas de importação e exportação não ocorresse, veículos e peças mexicanas desembarcariam sem controle no Brasil e enforcariam o poder de competitividade no país. Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, afirma que as empresas mexicanas conseguem baratear seu custo e têm vantagens fiscais para exportar, o que gera desvantagem para países da América Latina e da América do Norte. “O México é a China das Américas, na relação de competitividade com outros países”, comparou.
Desta forma, o livre comércio entre os países poria milhares de empregos em risco no país. “É a mesma coisa de dizer que a Volkswagen, por exemplo, ao invés de fabricar carros no Brasil, poderia ampliar sua capacidade de produção no México e exportar para cá, sem custo nenhum, sem imposto nenhum”, alertou.
AcordoO acordo é válido por quatro anos. Cada país deve importar até US$ 1,56 bilhão em até um ano sem imposto de importação. O montante terá aumento de 3% no ano que vem. Na participação das empresas, cada um dos países definirá 70% de sua cota de exportação e os 30% restantes serão de responsabilidade do país importador.
“Este novo acordo é fundamental para os objetivos de fortalecer as relações comerciais externas brasileiras”, avalia Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Balanço da entidade aponta arrancada nas exportações em fevereiro sobre janeiro, com alta de 91,8%, passando de 16,3 mil para 31,3 mil unidades. Já no bimestre, a queda foi de 7,2% em relação ao mesmo período de 2014. Quarenta e sete mil veículos deixaram as fronteiras brasileiras em 2015, enquanto que, no bimestre de 2014, foram 51,2 mil unidades.
Com a produção em baixa – a queda foi de 22% no primeiro bimestre – o setor automotivo é um dos mais prejudicados pela recessão econômica. Segundo a Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), das 9,5 mil demissões registradas em fevereiro, 1.912 postos de trabalho cortados foram das fábricas de veículos, a maior baixa entre os setores. Os fabricantes de máquinas e equipamentos também foram uma forte influência negativa para o indicador, com 1.481 demissões em fevereiro.

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